It takes two to tango

Quantas vezes a vida não parece mais estranha do que a ficção? Isso é porque toda a ficção se inspira directamente na vida! É porque somos todos medricas que costumamos optar pela ficção. Só que este blog vai optar pela vida... ou algo assim...

quinta-feira, agosto 18, 2005

Solidão

Neste preciso momento, o vosso Master Minder sente-se avassalado por um verdadeiro tsunami de solidão que nada nem ninguém à face deste planeta pode, nem que eventualmente o queira, suavizar... Porque não quer... Ou porque não pode... Ou seja lá pelo que for e seja lá o que for é sempre válido... Sou o homem isolado diante da natureza gélida, inóspita, vazia. O branco absoluto. O vácuo. O zero. A ausência total de esperança. E uns quantos risos e uns quantos disparates para temperar a coisa. Acho que vou colar uns óculos escuros ao meu olhar para que ninguém mais me possa ler através dele. Jamais. Eu sou a ausência de mim. E gosto, no entanto, tanto de todos vós! Seja... Momentos são momentos e reconheço que neste há uma boa dose de falta de humor. Vou dormir e esquecer-me de mim, de ti, de tudo e de todos na branquidão total mas confortável da inconsciência. Mas gostaria de ouvir os vossos comentários pessoais sobre essa coisa terrível e tão terrivelmente humana que é a solidão...
Foto de http://images.deviantart.com

5 Comments:

At 12:22 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Solidão...

Vazio...

Cinzento...

Sou eu, em muitos momentos, em demasiados momentos...neste momento

As férias são lixadas:-(

 
At 12:24 da manhã, Anonymous Lana said...

Hum...
A solidão, o vazio. Já em tempos falei sobre isso (como se o vazio fosse algo dificil de esquecer, uma vez que o tenho sempre presente, e daí a minha preocupação constante em manter o coração cheio). Também eu tenho um blog em que por vezes se fala de solidão. Por isso resolvi enviar-te um pequeno texto meu, dos momentos da minha solidão. Mas não é para publicares como comentário... Não. Não. É só para partilhar contigo o meu texto «marinado em forma cibernética»... Aqui vai... (nota: e vou estar atenta aos teus textos que descobri ao sabor do acaso...):
Hoje o vazio penetrou no meu corpo. Foi à noite. No escuro. Quando ninguém estava a ver. Nem mesmo eu. Estava deitada de barriga para cima. Sem dormir. Os meus olhos fixavam o tecto que não via. E devagarinho, subrepticiamente penetraste no buraco que se abriu por entre os meus seios e que depois fechou. E ali ficaste, alojado, em forma de sopro de ar que percorreu todo o interior do meu corpo. Como se não existissem orgãos. Nada existisse lá dentro, apenas um sopro de ar frio que me fazia pele de galinha e uma dor imensa, quase infinita, a do vazio.
Mudei de posição e coloquei-me em posição fetal, agarrei todo o meu corpo como que numa tentativa desesperada de preencher o vazio, de tirar a dor. Mas ali ficaste e não saíste.
Pedi-te compaixão e clemência, porém, não acedeste. Insististe em percorrer vezes e vezes sem conta o meu corpo para me lembrar, sem dó nem piedade, do meu vazio.

 
At 12:25 da manhã, Anonymous Lana said...

olha afinal é logo publicado!! Ora bolas! :)

 
At 12:37 da manhã, Blogger Master Minder said...

Não te preocupes. Eu agradeço e quem mais ler, estou certo, também agradecerá. Beijinho.

 
At 2:34 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Gostei imenso,para mim tu és uma pessoa rara e muito mas muito especial,apesar de não te conhecer pessoalmente tenho um enorme carinho por ti,gostava de ser tão inteligente como tu,conseguir escrever as coisas maravilhosas que tu escreves,mas assim já não serias unico e isso perdia toda a graça.
Quanto á solidão...eu sei bem o que é mesmo e principalmente aquela em que se vive rodeado de gente,mas no nosso peito existe aquele infinito vazio...

Beijo muito especial para ti meu amigo que és das pessoas mais "bonitas"que tenho o prazer de conhecer...

MJose(CARSOR)...

 

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