It takes two to tango

Quantas vezes a vida não parece mais estranha do que a ficção? Isso é porque toda a ficção se inspira directamente na vida! É porque somos todos medricas que costumamos optar pela ficção. Só que este blog vai optar pela vida... ou algo assim...

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Munique e o anti-semitismo


Finalmente compreendi por que razão os lobbies judaicos do costume decidiram que Spielberg (em cujas veias corre sangue judeu) é anti-semita!
É que tive o prazer de ver Munique, a mais recente película do autor, e entender que Spielberg trata todos os lados da questão de forma séria e desapaixonada, que consegue não tomar partido, criando assim uma obra maior em lugar da lamechice do costume de que tais lobbies certamente se orgulhariam. Um filme excelentemente construído, digo eu. Tão excelentemente construído que saímos da sala de queixo caído e sem pronunciar palavra durante alguns momentos. Uma redenção perfeita do triste ícone pop que foi o seu antecessor, A Guerra dos Mundos.
Quanto aos poderosos lobbies economico-políticos judaicos, acho que está na hora de ganharem juízo. Ninguém actualmente activo tem qualquer tipo de responsabilidade no desastre histórico da II Guerra. É um facto. Conseguimos, no entanto, entender por que motivo o radicalismo islâmico tem vindo a crescer e continua a crescer e por que razão todos pagamos com sangue pelo Estado de Israel, fomentado, nos seus disparatados moldes actuais, pelos dirigentes norte-americanos reféns dos ditos lobbies. O 11 de Setembro, os atentados de Londres e Madrid, tantos mais, todo aquele ódio ao Ocidente, patrocinado por líderes religiosos de pendor medieval, não são da responsabilidade exclusiva do mundo árabe.
Por favor, ganhem vergonha na cara e, se não capazes de nos deixar em paz, deixem em paz, pelo menos, o Spielberg, que faz filmes de qualidade quando por isso se esforça...


Imagem de www.smh.com.au.

2 Comments:

At 4:14 da tarde, Anonymous Helder Ricardo said...

Quinta feira dia 2 de Fevereiro ao ouvir um programa de rádio, na antena 3, sobre critica de cinema, ouço o Sr. Alcubia , a mandar o Sr. Steven Spielberg repensar a sua maneira de realizar filmes, pois estava, na opinião dele, a perder algumas qualidades. Não contente com isto, tentou minimizar todo o argumento do filme, pondo em causa as fontes do realizador.
Não sei se o Sr. Alcubia, é Judeu ou não, se não quer ver a dura realidade, ou se quer meter a cabeça na areia, mas como jornalista especializado em cinema deve ser o mais isento possível.

Nem queria acreditar no que estava a ouvir, em vez de fazer alguma critica ao filme, o Sr. Alcobia tentava explicar o que era terrorismo, e acto de retaliação de guerra (contra-terrorismo), tentando de alguma forma justificar, que a Mossad são um bando de anjinhos que não são capazes de praticarem as maiores atrocidades do mundo em nome de Israel.

Não tenho nada contra os Judeus nem Palestinianos, este filme, trata-se de uma obra de ficção, que aborda um facto ocorrido. Se querem um documentário, vejam a perseguição que a Mossad fez aos dissidentes do regime nazi.

 
At 10:54 da tarde, Anonymous Marco said...

Parabéns pelo post. Aumentou (ainda mais) o meu interesse em ver o filme.

Além de que aprecio a forma como a questão do Médio Oriente é aqui abordada.

Um abraço

 

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