It takes two to tango

Quantas vezes a vida não parece mais estranha do que a ficção? Isso é porque toda a ficção se inspira directamente na vida! É porque somos todos medricas que costumamos optar pela ficção. Só que este blog vai optar pela vida... ou algo assim...

segunda-feira, agosto 22, 2005

Grande poesia no feminino - Sylvia Plath

Estudei Sylvia Plath com a poeta Ana Luísa Amaral e gostei. Ainda me lembro de ter gostado, o que não é mau para quem tem memória de teflon. De certeza que gostei. Porque não impingir-vos, então, mais um pouco de poesia de qualidade, desta feita com a característica de vir em inglês (e não, não vou traduzir, tirem um diploma de Cambridge se vos aprouver, a poesia é sempre melhor não traduzida)?
Sylvia nasceu em Jamaica Plain, no Massachussets, a 27 de Outubro de 1932. Foi sempre uma aluna excelente e uma autora prolífica. Casada com o poeta britânico Ted Hughes a 16 de Junho de 1956, menos de quatro meses após se terem conhecido numa festa e após uma sucessão de romances e casos falhados, Sylvia mudou-se para a sombria Inglaterra, cujo clima geral certamente terá contribuido para o seu estado depressivo, permanentemente escondido sob uma capa de força e alegria de viver. Tiveram uma filha e um filho com um caso de aborto pelo meio. Cada vez mais isolada após a mudança do casal para o Devon, Sylvia pôs enfim termo à vida (já se tentara suicidar sem sucesso em 1953) a 11 de Fevereiro de 1963, sufocada pelo gás de um fogão onde introduzira a cabeça. Para os interessados, existe um filme com Gwyneth Paltrow na figura principal sobre a vida da poeta: Sylvia.
Deixou-nos, entretanto, uma obra brilhante e variada, de que o presente poema, bastante simples na estrutura, é um caso perfeito da força que caracterizou a sua expressão literária.




Never try to trick me with a Kiss

Never try to trick me with a kiss
Pretending that the birds are here to stay;
The dying man will scoff and scorn at this.

A stone can masquerade where no heart is
And virgins rise where lustful Venus lay:
Never try to trick me with a kiss.

Our noble doctor claims the pain is his,
While stricken patients let him have his say;
The dying man will scoff and scorn at this.

Each virile bachelor dreads paralysis,
The old maid in the gable cries all day:
Never try to trick me with a kiss.

The suave eternal serpents promise bliss
To mortal children longing to be gay;
The dying man will scoff and scorn at this.

Sooner or later something goes amiss;
The singing birds pack up and fly away;
So never try to trick me with a kiss:
The dying man will scoff and scorn at this.

E é isso. Durmam bem, porque tudo vem e vai mas há coisas como a poesia que podem ficar, pelo menos durante um tempinho...

Fotografia retirada de www.sc.edu/fitzgerald/jpegs/plath1500.jpg

2 Comments:

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